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Breakable

Livro II da série Contornos do Coração

BrekableInformações: Escrito por Tammara Webber e publicado pela Editora Versus em 6 de maio de 2014.

Classificação: Young Adult

Descrição: Landon Lucas Maxfield teve uma infância privilegiada, levando uma vida tranquila com os pais e tendo um futuro promissor à sua frente – até que uma tragédia impensável destruiu sua família e o fez duvidar de tudo que um dia pareceu tão certo.
Agora um intenso e enigmático homem, Lucas só quer deixar o passado para trás. Quando ele conheceu Jacqueline, foi fácil desejar ser tudo aquilo de que ela precisava. Mas se há uma coisa que a vida lhe ensinou é que a alma é frágil e que todos os seus sonhos podem ser destruídos em um piscar de olhos.

Opinião: O primeiro livro nos mostra a história da perspectiva de Jacqueline, já o segundo que é o que vou comentar hoje, nos mostra a história da perspectiva de Landon Lucas…

Para Lucas sua vida era perfeita, tinha uma ótima família, estava terminando o ensino médio e namorava a menina perfeita, só que uma tragédia acontece e ele vê sua vida virando de cabeça pra baixo. Logo ele precisa se mudar, ir para a faculdade e se virar.

A história é intercalada entre o passado e o presente, conseguimos acompanhar o crescimento e amadurecimento do personagem, observamos seus conflitos internos e nos sentimos realmente comovidos com sua história. Por vermos a história da vida de Lucas e pela sua perspectiva passamos a entender o que se passa na sua cabeça, o que algumas vezes não podíamos entender no livro antecessor.

Breakable

Metade do livro nos conta a fundo a história de vida do Lucas, mas assim que ele avista Jacqueline e a salva, a história dos dois começa. Eles passam a trocar e-mails sobre aulas, a conversarem e ficarem mais íntimos gradativamente, mas o Lucas guarda um segredo no qual Jacqueline nem desconfia e que o está matando, e ele precisa resolver este problema logo.

O Breakable me cativou mais do que o Easy, pelo fato da vida do Lucas Landon ser mais sofrida, por ele ter enfrentado mais problemas e mesmo assim seguir em frente. Tammara Webber conseguiu construir um romance leve e com assuntos polêmicos, nos quais ela soube resolvê-los de modo coerente, isto fez com que eu gostasse mais ainda do livro.

Se você ainda não conhece o Easy – Livro I da série Contornos do Coração, venha conferir a resenha.

The Kiss of Deception

Livro I das Crônicas de Amor e Ódio

The Kiss Of DeceptionInformações: Autora Mary E. Pearson, publicado pela Editora Darkside Books em 8 de julho de 2014. Número de páginas: 406

Classificação: Young Adult

Descrição: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?
O primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o romance de Pearson é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de sua liberdade e felicidade a qualquer custo.

Opinião: A história gira em torno de Lia, princesa e primeira filha de Morrighan, de uma cultura em que as filhas possuem o dom, e este dom faz com que elas vejam o perigo e sirvam como arma em uma batalha. Porém, Lia não quer ser um soldado do reino de seu pai nem de outro reino qualquer, ela quer se conhecer, se descobrir e saber do que ela é capaz, por isso resolve fugir do casamento arranjado com o príncipe de Dalbreck.

Nessa luta incessante para fugir com sua amiga Pauline, apagar seus rastros para não ser encontrada e encontrar um lugar seguro para poder passar os dias, Lia está sendo perseguida pelo Assassino e pelo príncipe de Dalbreck. Estes três terão seus caminhos interligados e suas vidas irão mudar completamente.

The Kiss of Desecption

A escrita da Mary é totalmente envolvente e me prendeu de jeito, a história construída por ela é rica, cheia de detalhes e são baseadas em histórias antigas da menina Morrighan, nas quais ela relata com tanta vivacidade que até parecem ser reais. O livro é intercalado pelas histórias da Lia, do Assassino e do Príncipe, demorei um pouco para saber quem era o Assassino e quem era o Príncipe e isto acabou me instigando mais e fez com que eu lesse mais rápido o livro, mas ambos recebem seus nomes assim que entram em contato com a Lia, e a partir daí a história fica mais leve e de fácil entendimento.

A trama envolve a política do movimento pós guerra entre os reinos maiores, as culturas passadas de gerações em gerações, o dom que Lia acredita não ter, seu crescimento e maturidade adquiridos ao longo do romance misterioso são visíveis e nos fazem querer conhecê-la mais.

Em suma o livro me agradou muito, sua capa, diagramação e escrita são impecáveis, como sempre a Darkside caprichou! Esta foi a minha segunda trilogia fantástica e pelo jeito, este tipo de leitura anda me encantando e ganhando um pedacinho do meu coração. Este livro mescla romance com aventura e fantasia e isto deixou a história mais mágica do que ela já é. Eu não acreditava que este livro realmente me cativaria, pois a primeira instancia os resumos que li não me prenderam e não foram tão encantadores, mas ao iniciar a leitura e já me deparei com o mistério que mexeu comigo e a leitura fluiu…

The Kiss of Desecption

Mary E. Pearson realmente me ganhou, pela forma como ela envolveu política, fantasia, trama, mistério e o amadurecimento de seus personagens de uma forma tão leve e grandiosa.

Biblioteca de almas

Livro III da série O Orfanato da Srta. Peregrine

Biblioteca de AlmasInformações: Escrito por Ransom Rigs e publicado pela Editora Intrínseca em 22 de setembro de 2015. Número de páginas: 416.

Classificação: Young Adult

Descrição: “Biblioteca de Almas” é o último volume da celebrada trilogia iniciada com O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares. Neste terceiro livro, depois de sofrer com a morte do avô, conhecer crianças com habilidades peculiares em uma fenda temporal e partir pelo mar em uma busca desesperada para curar a srta. Peregrine, Jacob vai finalmente enfrentar a inevitável conclusão dessa turbulenta jornada.
Jacob descobre uma poderosa habilidade e não demora a explorá-la para resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes da fortaleza dos acólitos. Junto com ele vai Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas.
Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas labirínticas do chamado Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões. É ali que o destino de peculiares de toda parte será decidido de uma vez por todas. Tal como os volumes anteriores da série, “Biblioteca de Almas” une fantasia, aventura e sombrias fotografias de época para criar uma experiência de leitura única.

Opinião: Os três livros se completam e se encaixam de forma mágica, tanto que o terceiro já tem um início já demostrando que realmente estamos chegando ao fim da história fantástica criada por Ransom (não sei explicar).

Jacob está desde o livro antecessor descobrindo a si mesmo e explorando seus poderes, e com o objetivo de chegar até o cárcere de seus amigos, ele, Emma e Addison finalmente chegam ao Recanto do Demônio com a ajuda de Shanon. Lá se deparam com peculiares que ele não sabiam que existiam, sendo eles: peculiares viciados, ladrões, ruins, marginalizados, pobres, e que os ajudarão e abrirão seus olhos de diferentes formas para o mundo peculiar.

Biblioteca das Almas

Como sempre Ransom soube construir uma boa história, que me cativou e me fez engolir o livro rapidamente, cada andança de Jacob e Emma pelo Recanto me deixava ansiosa para que eles achassem seus amigos e desvendassem o plano dos acólitos para com o mundo dos peculiares. Pude acompanhar o amadurecimento de todos os personagens, principalmente do Jacob, que lá no início era apenas um menino com problemas familiares e preocupações cotidianas, mas que chegou no último livro com a maturidade de um homem e preocupações além das dele.

O desfecho desta história foi perfeito, não deixou nenhuma ponta solta, nada sem explicação e o escritor soube onde realmente deveria terminar a história. Eu realmente fiquei satisfeita com esta trilogia que tanto me assustou de incio, pois eu acreditava ser um livro de terror, mas me cativou e acabou sendo minha primeira trilogia fantástica.

Biblioteca das Almas

Fora que o fato da Intrínseca comprar os direitos e fazer esta publicação perfeita, me instigou mais a ler estes livros, pois tudo se tornou tão chamativo e meio gótico que não havia como me desvencilhar destas histórias.

Para quem gosta de livros fantásticos, esta é a minha dica, e se você ainda não conhece esta trilogia leia também: O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares – Livro I e Cidade dos Etéreos – Livro II.

Malala, a menina que queria ir para a escola

Malala, a menina que queria ir para a escolaInformações: Publicado pela Editora Companhia das Letrinhas em 27 de abril de 2015 e escrito por Adriana Carranca. Número de páginas:

Classificação: Infanto-juvenil

Descrição: No primeiro livro-reportagem destinado ao público infantil, a jornalista Adriana Carranca relata às crianças a história da adolescente paquistanesa Malala Yousafzai, baleada por membros do Talibã aos catorze anos por defender a educação feminina. Na obra, a repórter traz suas percepções sobre o vale do Swat, a história da região e a definição dos termos mais importantes para entender a vida desta menina tão corajosa.

Opinião: Em um local onde meninas e mulheres não podiam aprender, estudar e eram repreendidas, Malala nasceu, uma menina que sempre soube o que queria e foi atrás com unhas e garras de seus objetivos.

Primeiramente conhecemos a terra em que Malala nasceu, o vale do Swat, no Paquistão, uma terra onde reis, príncipes, princesas, nobres e até mesmo Alexandre o Grande viveram. Uma linda terra, com belas paisagens, montanhas, guerreiros, pashtuns, entre outros.

Malala a menina que queria ir para a escola

Como seu pai era diretor de escola, Malala cresceu em meio aos corredores e as salas de aula, sempre indo atrás do saber e sedenta por aprendizado. Com a guerra chegando ao seu vale, ela criou um blog e o atualizava diariamente, para contar ao mundo como sua vida passou a ser e quais as dificuldades ela teve que enfrentar.

O interessante do livro é que ele sempre nos traz o significado das palavras, o que faz com que as crianças entendam facilmente, há ilustrações riquíssimas e cheias de detalhes, combinando com algumas fotografias e a leitura é fluida.

É vergonhoso dizer isto, mas eu não conhecia a fundo a história da Malala, mas através deste livro fiquei conhecendo mais sobre a sua luta e sua vida. Malala foi descoberta e passou a aparecer nos canais de televisão e divulgar sua sede de aprendizado a todos, mas também expôs as dificuldades que há no Paquistão, e por causa disso aos 15 anos ela e suas três amigas ao voltarem para casa sofreram um atentado, no qual foram baleadas, tiveram que fazer cirurgia e sobreviveram.

Malala a menina que queria ir para a escola

Após este atentado a jornalista Adriana se interessou pela história e foi para o Paquistão conhecer tudo a fundo e conversar com as três garotas que queriam tanto aprender, o livro contém relatos pessoais e também retirados de entrevistas feitas com a Malala, e isto o torna rico e cheio de vivacidade.

Com este livro aprendemos sobre a força das palavras e a coragem que uma menina chamada Malala teve ao expor suas vontades e ambições, é um livro com uma história forte e com uma grande líder, que deve ser conhecida e ainda servirá de exemplo à todos.

Agora e para sempre, Lara Jean

Livro III da trilogia Para todos garotos que já amei

Agora e para sempre, Lara JeanInformações: Escrito por Jenny Han e publicado pela Editora Intrínseca em 2017.

Classificação: Young Adult

Descrição: Na aguardada conclusão da série Para todos os garotos que já amei, Lara Jean vai ter que tomar as decisões mais difíceis de sua vida. Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

Opinião: O livro já inicia com a Lara Jean ansiosa e em um pico de estresse grande, tanto que ela passa o livro inteiro descontando este estresse em busca da receita de cookie com gotas de chocolate perfeito.

Seu relacionamento com Peter Kavinsky não poderia estar melhor, eles se encontram no pico da paixão, se entendem melhor, conversam e fazem planos juntos. Como Lara Jean é sonhadora e gosta de programar e fazer tudo mais do que perfeito, ela faz planos para os dois aproveitarem cada minuto juntos dos últimos dias do último ano escolar.

Agora e para sempre, Lara Jean

Mesmo programando tudo para os últimos dias serem perfeitos, Lara Jean ainda arruma um tempo para ajudar seu pai e a sra. Rothschild a planejarem seu casamento e dar atenção para a Margot que está vindo passar as férias em casa, mas há algo que não sai da cabeça de Lara Jean, que é o que sua mãe sempre dizia “Não seja a garota que vai para a faculdade namorando”, esta frase tem um impacto tão grande em Lara Jean, que várias dúvidas surgem e ela ainda tem uma escolha muito importante a fazer, que é escolher para que faculdade ir.

O livro continua com uma escrita leve, no primeiro capítulo já vemos quão maduros os personagens estão e quão estressados com a escolha da faculdade, as mudanças de cidade, o namoro a distância e esses pensamentos geraram problemas e brigas entre a Lara Jean e o Kavinsky que nos fez refletir sobre o que seria melhor para os personagens, e mais uma vez embarcamos nessa história e fazemos parte dela.

Chorei muiiiiito com este livro, mas amei muito também, passei a desenvolver mais carinho pelos personagens principais, passei a gostar até mesmo da Kitty, percebi o quão madura, quão pé no chão e desapegada ela é para a sua idade.

Agora e para sempre, Lara Jean

Esta trilogia sempre estará no meu coração, pois é um encanto, nos prende e nos fascina, não consigo deixar de amá-los! E espero que vocês tenham a oportunidade de ler algo tão leve como esta trilogia.

Leia também: Para todos os garotos que já amei e P.S.: Ainda amo você.

Cidade dos Etéreos

Livro II da série O Orfanato da Srta. Peregrine

Cidade dos EtéreosInformações: Escrito por Ransom Riggs e traduzido pela Editora Intríseca e publicado em 05 de fevereiro de 2016. Número de páginas: 384.

Classificação: Young Adult

Descrição: Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.
Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.
Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.

Opinião: Dando sequência a trilogia, este livro começa exatamente de onde parou o primeiro, mesma frase e mesma foto.

Neste livro conhecemos a fundo os contos do livro “Contos peculiares”, só que enquanto a Bronwyin conta cada história Millard não perde tempo e põe o cérebro para pensar e vê que não são apenas histórias para consolar e acalmar os peculiares, mas que são histórias reais que poderiam ajudá-los a salvarem a Srta. Peregrine. Então Jacob, Emma, Millard, Bronwyin e os outros peculiares vão em busca dos locais onde esses contos se passaram para localizar fendas temporais e uma ymbryne para ajudá-los nessa busca.

Nessas andanças de fendas em fendas, eles fazem novos amigos, são perseguidos por etéreos e acólitos, e o Jacob acaba descobrindo que ele têm um poder, além do de enxergar os etéreos, e este poder é o que os ajudarão a sair ilesos de todos os problemas que encontrarão pela frente.

Cidade dos Etéreos

O livro flui facilmente e nos instiga a querer saber como os peculiares sairão da guerra e conseguirão despistar os acólitos e os etéreos a fim de localizar uma ymbyne para poder ajudá-los a recuperar a Srta. Peregrine. A história toda acontece em três dias e é bem explicado, há reviravoltas que fazem o queixo cair e o Ransom não deixou nenhuma ponta solta.

Ao contrário do livro anterior, a história não foi baseada nas fotos, mas as fotos foram encaixadas na história que ele construiu com muita imaginação e graça. O final ficou em aberto para que  realmente ficássemos com gostinho de quero mais e ir atrás do terceiro livro correndo.

Ainda não conhece esta trilogia? Leia o O Orfanato da Srta. Pegregrine para crianças peculiares – Livro I

P.S.: Ainda amo você

Livro II da trilogia Para todos garotos que já amei

P.S.: Ainda amo vocêInformações: Escrito pela Jenny Han e publicado pela Editora Intrínseca em 26 de maio de 2015.

Classificação: Young Adult

Descrição: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em Para todos os garotos que já amei, Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em P.S.: Ainda amo você, Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.

Opinião: Como esperado meu amor pela Lara Jean e pelo Peter Kavinsky apenas aumentou com esta sequência, se tem um livro que é capaz de balançar nossas estruturas e nos fazer sentir paixão e torcer pelas pessoas, é este o livro com certeza! A narrativa da Jenny continua nos cativando, suas palavras nos tocam de tal forma que nos sentimos parte história.

P.S.: Ainda amo você

Lara Jean é uma adolescente diferente de qualquer outra, ela é muito família, está sempre cozinhando algo, ela é tão fofa que você se apaixona por ela a primeira lida, rs. Ela parece uma menina comum, que eu poderia conhecer a qualquer hora na rua de tão real que a autora a deixou, ela é sonhadora, costuma expor suas opiniões sem ligar para o que os outros vão pensar e é muito responsável e madura.

Peter, o seu namorado, é lindo, popular, inteligente, carinhoso, ou seja, perfeito, pois me apaixonei e suspirei tanto por ele durante o livro que foi difícil não amá-lo. Claro que ele não me fez feliz o livro inteiro, pois tanto ele como a Lara estão em um relacionamento novo, com novos desafios e ainda estão se conhecendo, e quando surgiu mais um novo integrante – John – o relacionamento foi abalado e muitas coisas aconteceram.

John é mais um dos que receberam uma carta de amor da Lara Jean, e ao receber esta carta, como reação ele foi atrás dela para querer entender – e gente… Não é possível ter mais personagens fofos, mas John é mais um, com certeza!

Este livro nos faz viajar no tempo e nos leva de volta a nossa adolescência, ele nos traz uma pureza e uma sensação tão leve, que só lendo para entender. Além disso, ele é tão explicativo que permite que observemos o processo de amadurecimento de cada personagem, acompanhamos as reflexões e os atos impensados e também os pensados de cada um. Tanto que as instabilidades emocionais, racionais, medos e inseguranças da Lara Jean não nos deixa frustrados, pois passamos a entender cada passo que ela dá

P.S.: Ainda amo você

Mas preciso confessar que a Lara Jean me deixou brava algumas vezes, pelo modo como ela tratava o Kavinsky, mas o final foi perfeito, eu não mudaria nada e nem tiraria, pois minha admiração e amor por cada personagem apenas aumentou e estou sedenta esperando o desfecho desta trilogia.

Se você ainda não conhece esta trilogia, leia a resenha do primeiro livro Para Todos os garotos que já amei.

O Sol é para todos

O Sol é para todosInformações: Escrito pela Harper Lee em 1960, atualmente foi revisado e publicado pela Editora José Olympio.

Classificação: Adulto

Descrição: Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. ‘O Sol é Para Todos’, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

Opinião: Este é um livro que está há um tempo em minha lista de desejados por causa do livro “Claros sinais de Loucura”, esperei uma bela promoção – já que ele está sempre caro, e o comprei-, mas de cara não o li, e assim que tive uma oportunidade chamada férias, comecei a lê-lo.

O livro é narrado pela Jean Louise, ou como é conhecida, Scout. Sua mãe faleceu assim que ela era pequena, por isto ela mora apenas com seu pai Atticus, seu irmão Jem e Calpurnia, que é a cozinheira/babá/governanta. A todo momento participamos das travessuras de infância dela com seu irmão, e depois com o recém chegado, o Dill, sobrinho de sua vizinha.

A primeira parte do livro é destinada a conhecermos a cidade onde Atticus mora, a pequena Maycomb, mas a conhecemos pela visão infantil de Scout, onde ela faz comparações a outras cidades e faz comentários de cidade pequena. As férias de verão trazem o Dill, e neste verão em especifico eles tem como objetivo fazer com que seu vizinho Arthur Radley saia de casa, porque eles não entendem reclusão dele. A partir daí, eles passam a inventar histórias sobre sua reclusão, lhe dão o apelido de Boo e acabam criando um perfil assustador sobre ele. O modo como as histórias são inventadas e como eles ficam atrás do Boo, me fizeram rir, com tamanha inocência. Por eles ficarem brincando na rua e terem uma imaginação fértil, eles ficam tentando entender o que realmente aconteceu, eles encenam e fazem brincadeiras baseadas em suas suposições, coisa de criança mesmo (rs).

O Sol é para todos

Porém na segunda parte do livro a história muda e a infância cheia de travessuras de Scout é roubada a partir do momento que Atticus é nomeado para defender um negro acusado de estupro – injustamente – uma garota branca. Com Atticus defendendo alguém fora dos “padrões”, fora o fim de Maycomb, a cidade muda drasticamente com a família de Atticus, passam a ameaçá-lo, a persegui-lo, e a Scout que já é uma menina pentelha passa a arranjar brigas na escola, por querer defender seu pai.

Jem e Scout não entendem a revolta das pessoas, já que foram criados por uma negra e a veem como parte essencial de sua família, por isso eles passam a se preocupar com seu pai e por sua segurança.

O modo como a Scout coloca a história e as perseguições que ela passa a receber, me revoltou, porque deixa claro assuntos como racismo, discriminação racial, social, preconceitos históricos e os direitos humanos. E isso me pois a pensar em muitas coisas, muitas atitudes que vemos hoje em dia, este livro realmente me baqueou. Ele possui uma história triste e que fez-me colocar no lugar das pessoas que sofrem preconceitos de qualquer forma.

O Sol é para todos

Com um misto de revolta e dó, eu indico este livro a todos, porque todo mundo merece desenvolver um pouco de empatia e conhecer assuntos que não os rondam.

O Orfanato da Srta. Peregrine

Livro I da série O Orfanato da Srta Peregrine

O orfanato da Srta PeregrineInformações: É um livro que contém uma história de ficção com fantasia, escrito pelo Ransom Riggs, publicado primeiramente pela Editora Leya e depois teve seu livro publicado pela Editora Intrínseca para seguir o padrão dos livros 2 e 3. O livro deu origem ao filme, que tem o mesmo título.

Classificação: Young Adult

Descrição:  A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas.

Opinião: Este foi meu primeiro livro deste gênero, a primeira instancia o livro me lembrou muito as histórias dos X-Men, rs. Conforme eu ia lendo, percebi que nada tinha a ver com os X-Men.

A história começa de forma lenta e bem descritiva e isto fez com que eu achasse um pouco maçante o início, mas aos poucos a história foi desenrolando e as imagens atribuindo formas aos personagens.

Confesso que em alguns momentos fiquei com medo de alguns personagens, até por causa das fotos que são meio estranhas, mas a história me prendeu de tal forma da metade até o fim, que deletei as fotos e devorei o livro.

Jacob ao percorrer as ruínas do orfanato acabou achando uma fenda, assim que viu uma menina passando, deste modo ele foi atrás e passou a conhecer um mundo no qual ele já conhecia, graças as histórias que seu avó contava. Agora ele tinha mais do que certeza que não eram histórias inventadas, mas sim passagens reais da vida do seu avô.

O orfanato da Srta Peregrine

Todos os dias Jacob passou a ir visitar as crianças peculiares, a fim de conhecê-los mais e também para poder ver a menina que havia roubado seu coração. Mas grandes dúvidas ainda pairavam na mente do Jacob, dúvidas nas quais ninguém queria tirar. Com o convívio diário com as crianças e com suas visitas ao orfanato, o Jacob passou a conhecer coisas que ele nem imaginava que existiam.

A leitura do livro, vale muito a pena, se você assistiu o filme, delete ele da sua mente, pois ele é totalmente diferente do livro e foi revoltante assisti-lo, rs. Eu fiquei indignada com o que o Tim Burton conseguiu fazer com o filme, mas entendi,de certa forma, porque ele quis fazer um filme infantil.

Mas por este ter sido meu primeiro livro fantástico, eu amei e me interessei muito em ler a trilogia toda, porque me cativou e despertou minha imaginação de várias formas, me envolvi com cada personagem e vivi todas aquelas vidas.

Menina má

Menina MáInformações: É um romance de William March que foi escrito em 1954 e ganhou sua adaptação cinematográfica em 1956, em 2016 foi repaginado e relançado pela Editora Dark Side. Número de páginas: 262.

Classificação: Adulto.

Descrição:  Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.

Opinião: A principio quando uma colega de de trabalho me apresentou o livro eu fiquei louca para lê-lo, tamanha a minha fascinação por livros de suspenses psicológicos, então, lá fui eu empolgada comprar o livro pela internet e esperá-lo chegar ansiosamente. O livro é lindo, a Editora Dark Side está de parabéns, que livro lindo! Ele é de capa dura, cheio de detalhes, há ilustração no inicio e no fim, este com certeza é um dos livros mais bonitos da minha estante!

Vamos a história, que é contada em terceira pessoa através da visão dos personagens que estão na cena retratada. A escrita do livro é bem detalhada e fluida e no incio a Rhoda não aparece muito, e é descrita como uma menina muito bonita, bem vestida e perfeccionista. Rhoda mantem seu quarto muito bem arrumado, não tira nada do lugar, assim como seu quarto, seu cabelo e suas vestimentas são impecáveis, fora que ela é uma aluna exemplar, e sua mãe sempre faz tudo o que ela deseja, mesmo a achando peculiar. Ela e seu marido até dão risada e ficam pensando a quem a Rhoda puxou, pois a filha não é nada parecida com eles.

Menina Má

Assim como em todos os verões a escola de Rhoda sai para fazer o piquenique anual de verão das irmãs Fern – este é o primeiro ano de Rhoda nesta escola -. Neste passeio também vai o Claude Diagle, que é o menino que recebeu a medalha de melhor caligrafia, e esta era a medalha que Rhoda tanto queria, por isso ela não se conforma em não ter ganhado ela e então começa a perseguir o Claude.

No retorno para a escola, o Claude sumiu e assim que o acharam ele estava morto!

A partir desta morte a Christine passa a ficar de olho no que acontece ao seu redor, sua família não foi convidada para o velório do menino, não foram convidados a participarem do rateio para comprar uma coroa de flores que foi feita pela escola para dar para o Claude e a escola alega não ter vaga para o próximo ano para a Rhoda, por isso Christine terá que procurar outra escola, mas o que mais está preocupando Chirstine é o fata do sua filha ter presenciado uma tragédia tão grande.

Menina Má

Depois de conversar coma as irmãs Fern e de ir a casa de Claude, Christine confronta Rhoda sobre o acontecido, ela diz que não sabe de nada – ao ler as falas da Rhoda eu fiquei imaginando uma criança fria, sem sentimentos nenhum falando e foi o que mais me surpreendeu, tamanha frieza com que a Rhoda agia. Conforme Christine ia pressionando, a Rhoda negava e ainda depois vinha querendo agradar sua mãe, com um sorriso de uma covinha e até mesmo dizia:

“Se eu der para você  uma cesta de beijinhos, o que você me dá de volta?” (Esta era uma brincadeira inventada pelo pai de Rhoda, para ver se a filha realizava alguma demonstração de afeto).

Christine começou a pesquisar e a relembrar de fatos que ocorreram anos atrás, começou a ligá-las a Rhoda e a confrontar cada vez mais a filha que agia indiferentemente. Com os acontecimentos e as suas descobertas, Christine começou a estudar casos de psicopatas, como eles agiam, o que os motivavam a agir e se eles nasciam assim e isso a levou a uma grande descoberta que a fez  se culpar profundamente. Seus amigos já estavam falando que ela parecia doente, pois não se cuidava mais, não saia, só falava de casos de psicopatas e ainda vigiava a filha o dia inteiro.

“Eu não sei como a medalha foi parar lá, mamãe”, disse Rhoda, olhos arregalados e inocentes. “Como eu poderia saber disso?”

Menina Má

Este é um suspense psicológico que me agradou bastante, os conflitos que há com a Rhoda e o Leroy (o zelador do prédio onde ela mora com os pais), que é o único que a enxerga como ela realmente é, são únicos, pois ao mesmo tempo em que ele a confronta, ela mantem a classe e a frieza, mas aos poucos ela vai mostrando quem ela realmente é e vai expondo suas faces. Ao mesmo tempo que gostei do livro fiquei pensando e repensando se realmente há crianças assim, pois como professora não vejo uma criança agindo desta maneira, mas claro que todos sabemos que há crianças assim, mas é tão estranho que chega a ser inaceitável.

Como Rhoda no inicio do livro mal aparecia e ainda era doce ao falar, comecei a achar que ela realmente fosse uma criança normal e poderia até ser vista como uma criança inocente, mas ao decorrer do livro e dos acontecimentos eu vi que realmente ela era o que era. Por isso este é um livro que eu mais do que recomendo, por sua profunda história e grande desfecho.

No inicio do livro temos a explicação de que William se inspirou na sua própria infância e ainda serviu de inspiração para vários outros personagens de terror. Este é um livro que realmente deve ter tido muita repercussão na época, por causa dos assuntos encontrados nele e por causa dos personagens, por isso não percam tempo e leiam ele!

 



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