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Nossos dias infinitos

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Talvez um dia

Escritora: Colleen Hoover ǀǀ Editora: Galera Record ǀǀ 368 Páginas ǀǀ Gênero: Young Adult ǀǀ Classificação: 3

Talvez um dia - Maybe SomedayInformações: Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento… Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.

Opinião: Esse foi o meu primeiro contato com a Colleen Hoover e com certeza foi o que me fez me apaixonar pela sua escrita. A história é contada pelos dois protagonistas, Sidney e Ridge, e a narrativa é simples e envolvente.

Todos os dias às 20h em ponto, Sidney vai para sacada ouvir seu vizinho misterioso e charmoso tocar, e por sua vez Ridge todas as noites vai tocar na sacada para observar as caras e bocas de sua vizinha. Com o passar do tempo é visível que Sidney cria melodias para as músicas de seu vizinho e isso acaba os aproximando de tal forma que acabam se apaixonando, mas está é uma paixão que não pode acontecer, pois Ridge namora a menina dos seus sonhos e Sidney acabou de sair de um relacionamento de uma forma inesperada, e então o que fazer?

Talvez um dia - Maybe Someday

O namoro do Ridge é um namoro pra vita toda, é um relacionamento estável, palpável e durável, mas ao mesmo tempo ele estava se apaixonando por outra pessoa, esta situação nos faz pensar e repensar, principalmente nas nossas crenças e princípios, como livro me fez pensar muito e até desacreditar do que estava acontecendo, pois a namorada do Ridge não merecia passar por tal situação, umas vez que ela tinha um namorado em quem confiava. Só que ao mesmo tempo eu torcia para que algo acontecesse, pois o amor que estava surgindo entre a Sidney e o Ridge era algo puro, eles se entendiam pelo olhar, ou apenas através de uma música que compunham juntos, era algo diferente do que ambos já tiveram na vida.

Os personagens foram construídos de forma excelente, são fortes e ricos em detalhes, amei a Maggie – namorada do Ridge – desde a primeira vez que ela apareceu, sua personalidade, seu jeito, tudo foi feito para que a amássemos, e amei! Por isso da mesma forma que amei este livro, também o odiei, por causa do fim que cada personagem teve, por causa da minha instabilidade em saber com quem cada um deveria ficar. E o fato de ter trilha sonora, não me ajudou em nada, essa trilha me deixava abalada, me arrancou choros e suspiros cada vez que foi ouvida. E conforme o livro ordenava, eu lia as músicas e a história ouvindo-as e isso me abalou bastante.

Talvez um dia - Maybe Someday

A história nos traz assuntos polêmicos, nos apresenta altos e baixos, nos mostra a superação de cada personagem, mas mesmo assim não nos ajuda a aceitar o que é apresentado, por isso não posso dizer nem que gostei e que não gostei da história, mas que eu o devorei em poucos dias, ah, isso eu fiz, pois este livro me prendeu de todas as formas possíveis.

Nossos dias infinitos

Escritora: Claire Fuller ǀǀ Editora: Morro Branco ǀǀ 329 Páginas ǀǀ Gênero: Young Adult ǀǀ Classificação: 2,5

Nossos dias infinitosInformações: Todos os pais mentem. Mas algumas mentiras são maiores do que as outras. ‘Datas só nos fazem perceber quão finitos nossos dias são, quão mais perto da morte ficamos a cada dia que passa. De agora em diante, Punzel, vamos viver seguindo o sol e as estações’. Ele me pegou no colo e me girou, rindo. ‘Nossos dias serão infinitos’. Com aquela última marca, o tempo parou para nós em 20 de agosto de 1976′. Peggy tinha oito anos quando seu pai a levou para viver em uma remota cabana no meio de uma floresta europeia. Lá ele lhe disse que sua mãe e todas as outras pessoas do mundo morreram. Agora eles precisam viver da terra e sobreviver ao rigoroso inverno. Mas até quando a pequena Peggy vai acreditar na história de seu pai? Até quando você pode ficar são, quando o mundo está perdido? O que acontece quando você para de crer em tudo?

Opinião: Somos conduzidos durante a história por Peggy, mais conhecida como Punzel – abreviação de Rapunzel. A narrativa acontece em dois momentos, em 1976 e 1985, ou seja, os fatos anteriores e os recentes de sua vida.

Já começamos o livro meio perdidos, pois nos deparamos com a Peggy sem o seu pai, diferente do que lemos na sinopse, mas com o decorrer dos capítulos entendemos a história e ela começa a fluir melhor. Ute, a mãe de Peggy é uma pianista alemã muito famosa que se casou com James, que passa a fazer parte de um grupo conhecido como Refugiados do Norte de Londres e que não trabalha, pois a todo momento fica pensando em como eles irão sobreviver ao fim do mundo, por isso ele cria um bunker debaixo de sua casa e passa a treinar a Peggy para a hora em que este dia finalmente chegar.

Ute não parece gostar muito dos planos do marido e de seus amigos – sempre há reuniões do grupo em sua casa -, por isso acaba indo fazer uma turnê na Alemanha, mas foi uma decisão tão inesperada que tanto o pai como a filha ficaram sem saber o que fazer, o pai não sabia ficar só em casa, por isso decretou que Punzel não iria a escola até sua mãe voltar, logo passaram a viver nos arredores da casa – no cemitério e no jardim -, caçando e vivendo do que a natureza fornecia. Até que após um discussão por telefone com Ute, James resolve fazer as malas e ir embora com a Peggy, ele diz a menina que irão sair de férias.

Nossos dias infinitos

Com o passar do tempo, depois de andar muito, passar fome, Peggy passa a sentir saudades de casa e pergunta constantemente de sua mãe, mas o James sempre a enrola e diz que eles já já vão chegar na die hütte (a cabana) que eles tanto desejam… Assim que chegam, Punzel quer voltar para casa, mas seu pai diz que não existe mais casa e ninguém mais no mundo a não ser eles e que ali é onde eles irão morar agora, pois eles não podem atravessar a Grande Divisa. A partir daí a vida deles como moradores da die hütte começa, eles precisam se manter vivos e sobreviver às estações mais pesadas, como o inverno.

O livro todo momento deixa clara a visão de Peggy, seus medos e até mesmo sua opinião sobre os surtos e devaneios de seu pai, que é instável emocionalmente. Para ser sincera foi uma leitura bem difícil, pois eu queria logo saber o porquê do pai achar que o mundo iria acabar e porquê ele levou Peggy deixando sua esposa sem nenhum bilhete, mas estas respostas não são dadas claramente, temos que subentender – o que não é muito difícil rs.

Nossos dias infinitos

Este não foi um livro que me agradou muito, na verdade não sei dizer qual é o meu sentimento por ele, pois o fechamento foi tão inusitado que me passou pela cabeça que não verdade ele é um livro de suspense e não de drama. Toda vez que tento pensar qual o meu sentimento com relação a ele, eu não consigo chegar a ponto nenhum… Mas é um livro com uma belíssima capa, com uma ótima diagramação e alguns erros ortográficos, e a escritora ainda teve a sensibilidade de nos fornecer algumas perguntas para um eventual Clube do Livro, achei fofo ♥

O casal que mora ao lado

Escritora: Shari Lapena ǀǀ Editora: Record ǀǀ 294 Páginas ǀǀ Gênero: Adulto ǀǀ Classificação: 3,5

O casal que mora ao ladoDescrição: Tudo começou em um jantar… Um thriller psicológico surpreendente da autora best-seller internacional Shari Lapena. É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa; afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando. Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta; Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.

Opinião: A estreia de Shari com o thriller “O casal que mora ao lado” já começa com o sequestro da filha de Anne e Marco Conti, que, ao aceitarem o convite de jantar de seus vizinhos, Cynthia e Graham deixam sua filha Cora em casa sozinha e vão de 30 em 30 minutos ver se ela está bem, só que estas idas e vindas não saem como eles esperavam, assim que Anne cansa do jantar e resolve voltar para casa, a porta está entreaberta e ela corre diretamente atrás de sua filha que não está mais no berço. Tamanho é o desespero de Anne que ela chega a quebrar o vidro do espelho e só depois que eles chamam a polícia, este acontecimentos faz com que o casal pareça culpado.

Nas páginas seguintes seguimos com a investigação do caso, onde os pais de Anne acabam se envolvendo, e como sempre excluem o Marco. Esta investigação acaba desvendando segredos, mentiras e intrigas de família, mostrando várias reviravoltas e muitas mudanças de comportamento dos personagens, só que isto não nos ajuda a escolher alguém ou a suspeitar de alguém.

O casal que mora ao lado

No início fiquei muito confusa, pois não sabia se haveria um desenrolar surpreendente, já que as coisas estavam acontecendo e aparecendo tão rapidamente, cheguei a me perguntar se o livro acabaria no meio, mas a cada página virada a história mudava e era contada através do olhar de outro personagem, uma vez de Anne, depois do seu marido. Teria sido melhor se fosse narrada apenas através do olhar do detetive Rasbach, mas ele foi totalmente apagado na história e era apresentado apenas pelo o olhar dos outros personagens.

Em suma a premissa da autora é boa, mas este não se tornou um dos meus thrillers favoritos, pois ela começou bem, descobrimos o culpado no meio, há a reviravolta e depois alguns clichês, isso fez com que a história enfraquecesse e perdesse o sentido em minha opinião. Não existiu aquele impacto, aquela ansiedade para ver o desenrolar da história…

Quase casados

Escritora: Jane Costello ǀǀ Editora: Record ǀǀ 416 Páginas ǀǀ Gênero: Chick Lit ǀǀ Classificação: 4

Quase casadosDescrição: Para Zoe Moore, o dia de seu casamento foi o mais marcante de sua vida. Ou melhor, o dia em que deveria ter se casado, mas em vez disso, foi largada no altar após sete anos de namoro. Arrasada e disposta a se recuperar, ela decide se mudar de Liverpool para os Estados Unidos e trabalhar como babá. Ao chegar em Boston, ela se depara com a esperta Ruby, prestes a completar 6 anos, o adorável Samuel, que acaba de fazer 3, e o pai deles, Ryan Miller. Seu novo chefe, além de fazer uma bagunça sem precedentes e de ter um mau humor imbatível, é incrivelmente bonito. Depois de um começo um tanto decepcionante, Zoe e Ryan começam a se entender, mas ela está prestes a descobrir que recomeços podem ser mais difíceis do que esperava.

Opinião: Quando peguei o livro achei que fosse estilo Marian Keys, e realmente era muito parecido, mas me fez gostar mais do que dos livros da Marian, pois não foi massante e a história me fez querer saber o que aconteceria na vida da Zoe rapidamente.

O livro já começa com a Zoe deprimida por ter sido largada no altar, ela mal quer ver as pessoas, não quer conversar e só come, por isso acaba engordando um pouco, então cansada de sua vida, de sua mãe super protetora e de sua cidade, ela resolve embarcar para os Estados Unidos trabalhar de babá, só que o problema é que a Zoe nunca havia viajado, muito menos saído de sua cidade.

Logo de cara a protagonista mostra que é engraçada e estabanada – fato que fez-me identificar muito com a Zoe, rs. Tudo dá errado na vida de Zoe, a caminho dos Estados Unidos a empresa que a contratou liga e diz que ela não vai mais para lá e sim para Boston, ficar com outra família e ela já chega em Boston toda atrapalhada, comete uma gafe com seu novo chefe, o Ryan Miller, e conhece seus filhos, Ruby e Samuel.

A primeira vista Ryan é lindo, porém é um conquistador barato, que sai com uma e com outra e ainda não tem tempo para ficar com seus filhos, fazendo com que a babá fique 24 horas e 7 dias por semana com seus filhos, e isso acaba tirando a Zoe do sério, mas não a impede de ter uma quedinha por seu chefe e de tentar arrumar a vida das crianças. E é nesta hora que a história clichê começa, mas com uma pitada de humor e muito desastre.

Quase casados

Conforme a história vai fluindo conhecemos mais sobre o Ryan Miller, descobrimos o motivo dele ser como é, e aprendemos a gostar dele – além de sua beleza – e a desejar que as coisas mudem para ele, que ele realmente encontre uma mulher boa e legal para a vida dele e das crianças.

Desde o início o final já fica claro, mas eu realmente gostei do livro e da Zoe, que ao meu ver é ingênua com relação a algumas coisas, não se por ter ficado 7 anos com o mesmo cara, ou por nunca ter saído de sua cidade, mas acho que tal ingenuidade que fez com o que o livro fosse bom, mas também o fato de Zoe estar sempre caindo, rolando as escadas, tropeçando – tão eu! – e falando algo errado na hora errada, esses episódios me faziam rir muito e tornavam a leitura mais envolvente.

Quase casados

No quesito chick lit este é um excelente livro, com uma escrita leve e cheio de humor!

A pequena livraria dos corações solitários

Livro I da série

A pequena livraria dos corações solitáriosInformações: Este é o primeiro livro da série “Livraria dos corações solitários” escrito por Annie Darling. Foi publicado pela Editora Verus em 29 de maio de 2017. Número de páginas: 304.

Classificação: Adulto

Descrição: Era uma vez uma pequena livraria em Londres, onde Posy Morland passou a vida perdida entre as páginas de seus romances favoritos. Assim, quando Lavinia, a excêntrica dona da Bookends, morre e deixa a loja para Posy, ela se vê obrigada a colocar os livros de lado e encarar o mundo real. Porque Posy não herdou apenas um negócio quase falido, mas também a atenção indesejada do neto de Lavinia, Sebastian, conhecido como o homem mais grosseiro de Londres. Posy tem um plano astucioso e seis meses para transformar a Bookends na livraria dos seus sonhos — isso se Sebastian deixá-la em paz para trabalhar. Enquanto Posy e os amigos lutam para salvar sua amada livraria, ela se envolve em uma batalha com Sebastian, com quem começou a ter fantasias um tanto ardentes. Resta saber se, como as heroínas de seus romances favoritos, Posy vai conseguir o seu “felizes para sempre”. O primeiro livro da série A Livraria dos Corações Solitários!

Opinião: A temática do livro já me encantou apenas porque a história acontecia em uma livraria ♥ Me diz qual é o leitor que não ama uma história narrada em uma livraria, cheia de citações de outros livros e ainda que contém indicações de leitura!!!

Logo de início conhecemos a história da livraria Bookends, que é passada de geração em geração – Lavínia herdou de sua mãe Agatha – e que ainda fez com que surgisse novos escritores para o mundo literário. Annie Darling traz Posy como protagonista e amante de livros, ela vive no apartamento em cima da Bookends desde que se conhece por gente, e mesmo com o falecimento de seus pais, Lavínia sede o apartamento para Posy viver com seu irmão Sam, por isso ela passa a trabalhar período integral na livraria como vendedora, até a morte de Lavínia. Com a perda de Lavínia e o reaparecimento de seu neto Sebastian, Posy passa a ter várias preocupações como: onde eles deverão morar, se a livraria será vendida, etc. Até que Sebastian a leva ao advogado e ela descobre que agora é a proprietária da Bookends, pois Lavínia a deixou como herança para Posy, porém há uma cláusula que diz que Posy tem dois anos para fazer com que a Bookends volte a ter sucesso, e caso ela não consiga a livraria será passada para Sebastian.

Enfim a história começa… Agora Posy terá que correr contra o tempo e com poucos recursos, pois a livraria está quase falida, e ela terá que reinventá-la para que ela novamente seja uma livraria de sucesso e que realmente gere lucros para ela poder ter uma boa vida e possa pagar seus inusitados funcionários.

A pequena livraria dos corações solitários

O livro é contado em terceira pessoa, é sempre bem humorado, alegre e contém uma ironia sutil, o que faz com que a história flua de forma leve e engraçada, além disso contém partes de um livro que a Posy passa a escrever no tempo da regência e que envolve Sebastian como protagonista.

Há vários pontos que me instigaram a ler cada vez mais o livro, mas o maior deles foi a escrita convidativa e aconchegante da escritora, cada vez que eu lia, me surpreendia, pois se passavam 20, 40, 60 páginas e eu nem percebia, tamanha leveza que há na escrita. Outra coisa que fez-me apaixonar pelo livro foi a história de vida de Posy, ela perdeu seus pais e passou a ser a tutora legal do seu irmão mais novo, Sam, e por causa disso criei um vinculo muito grande com ela e sempre me colocava no lugar dela, principalmente quando ela refletia que tinha que fazer compras de roupas ou sapatos para seu irmão – eu tenho um irmão adolescente e sei o quanto é difícil conseguir agradá-los e isso realmente fez-me enxergar e me por no lugar de Posy.

A pequena livraria dos corações solitários

As provocações realizadas por Sebastian voltadas a Posy, e o modo como ele se refere as pessoas, foi o auge do livro, pois é visível que ele é mimado e não sabe ouvir um não como resposta. Toda essa trama e essas faíscas que saiam deles quando estavam um perto do outro me arrancavam sorrisos, risadas e até mesmo suspiros.

“Que sorte a minha ter algo que torna tão difícil dizer adeus”, Sebastian declarou, e só alguém que o conhecesse tão bem quanto Posy poderia perceber a falha em sua voz…

Com certeza este é um livro para se ter na cabeceira da cama, para fugir do dia a dia estressante e da rotina caótica que temos aqui em São Paulo, cada palavra, cada frase me encantou e me apaixonou, e por isso estou ansiosa para os demais livros desta série que falará sobre cada um dos funcionários da Bookends.

O Projeto Rosie

O Projeto RosieInformações: Publicado pela primeira vez em 30 de janeiro de 2013 pela Editora Record, este livro foi escrito por Graeme Simsion e teve sua capa reformulada para acompanhar a continuação do livro (embora eu preferisse a primeira capa, rs). Número de páginas: 319.

Classificação: Young Adult

Descrição: Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética Don Tillman havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrada, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso (inclusive para a prática de exercícios físicos antes de dormir) e lidar com sua falta de habilidade social, só mesmo a mulher perfeita. E ele já sabe como encontra-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida. Mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado… e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro.

Opinião: Don Tillman está prestes a completar 40 anos e se vê pronto para um relacionamento, e como os números nunca erram, ele resolve  selecionar sua futura esposa através de um teste, pois se tem algo que Don é excelente e realmente domina é a arte da matemática, da lógica – seja com relação as ciências humanas ou exatas.

Por ser este ser tão peculiar, Don tem seu dia a dia todo controlado, desde a hora de acordar até a hora de dormir, e quanto tempo levará para fazer cada coisa da sua rotina, como: o tempo necessário para se lavar um banheiro, para fazer exercícios, quanto tempo leva de sua casa até o trabalho de bicicleta, mas toda essa rotina não tem hora para imprevistos, pois imprevistos não são aceitáveis ao ver de Don, já que todas as semanas são programadas e executadas da mesma forma.

Mesmo sendo um homem metódico e que não sabe se relacionar com as pessoas, Don possui um casal de amigos que o aceitam do modo que ele é, e ainda dão conselhos a ele sobre relacionamento, as vezes ainda resolvem agir como cupidos e arrumar uns encontros para ele – que nunca dão certo, mas nos fazem  rir muito.

O Projeto Rosie

Conhecer o Don me abriu os olhos, principalmente porque existem pessoas que realmente são semelhantes a ele e vivem no próprio mundo, tendo a mesma rotina diária e sendo metódicos, mas o livro me fez ansiar para que algo o tirasse dessa rotina – porque eu me considero metódica, mas o Don extrapolou o nível rs. A cada página virada eu ficava a espreita de alguém aparecer e tirá-lo desta vida, e eis que surgiu a Rosie, uma mulher totalmente sem regras, sem rotina, faz tudo o que vem na cabeça e têm um trabalho totalmente inaceitável ao ver de Don – ela trabalha em um bar a noite.

A relação que eles passam a construir é totalmente diferente de qualquer uma já vista, pois Rosie não muda a vida de Don, na verdade ambos mudam a vida um do outro, é uma troca mútua, um desafia o outro, um aparece sem avisar o outro, e mesmo Rosie não tendo as qualificações necessárias do teste de 17 páginas de Don, ele ainda assim se sente atraído por ela e passa a desenvolver sentimentos que anteriormente ele não havia conhecido ou despertado durante esses 40 anos de vida. Esse desenrolar me fez rir muitas vezes, pois o Don não é um cara igual a qualquer um, ele fala coisas como se fosse um computador, ele sempre está pensando de forma lógica e racional, ele nunca se deixa abalar e até mesmo não é de demonstrar seus sentimentos, já a Rosie, fala o que pensa, faz o que deseja, eles realmente são como a água e o vinho.

O Projeto Rosie

Este livro aborda o tema sobre as expectativas com relação a “pessoa perfeita” que criamos de forma leve e bem fluida, pois Don e Rosie têm cada um suas expectativas diferentes, porém acabam se envolvendo e mudando um ao outro, eles passam a aceitar e diminuir essas expectativas, pois não existe ninguém perfeito o que precisamos é aceitar as pessoas como elas são e deixar a vida fluir e os sentimentos aparecerem, se assim for.

Desde o início me apeguei ao livro, pois cada página virada era engraçada, porque Don com esses trejeitos e manias me fez rir bastante e me encantar com a escrita do Graeme, na hora que Rosie entra em cena me apaixonei mais ainda e a leitura me envolveu mais e deslanchou rapidamente.

– Você me acha atraente? (…)

– Na verdade não prestei atenção – respondi para a mulher mais linda do mundo.

Breakable

Livro II da série Contornos do Coração

BrekableInformações: Escrito por Tammara Webber e publicado pela Editora Versus em 6 de maio de 2014.

Classificação: Young Adult

Descrição: Landon Lucas Maxfield teve uma infância privilegiada, levando uma vida tranquila com os pais e tendo um futuro promissor à sua frente – até que uma tragédia impensável destruiu sua família e o fez duvidar de tudo que um dia pareceu tão certo.
Agora um intenso e enigmático homem, Lucas só quer deixar o passado para trás. Quando ele conheceu Jacqueline, foi fácil desejar ser tudo aquilo de que ela precisava. Mas se há uma coisa que a vida lhe ensinou é que a alma é frágil e que todos os seus sonhos podem ser destruídos em um piscar de olhos.

Opinião: O primeiro livro nos mostra a história da perspectiva de Jacqueline, já o segundo que é o que vou comentar hoje, nos mostra a história da perspectiva de Landon Lucas…

Para Lucas sua vida era perfeita, tinha uma ótima família, estava terminando o ensino médio e namorava a menina perfeita, só que uma tragédia acontece e ele vê sua vida virando de cabeça pra baixo. Logo ele precisa se mudar, ir para a faculdade e se virar.

A história é intercalada entre o passado e o presente, conseguimos acompanhar o crescimento e amadurecimento do personagem, observamos seus conflitos internos e nos sentimos realmente comovidos com sua história. Por vermos a história da vida de Lucas e pela sua perspectiva passamos a entender o que se passa na sua cabeça, o que algumas vezes não podíamos entender no livro antecessor.

Breakable

Metade do livro nos conta a fundo a história de vida do Lucas, mas assim que ele avista Jacqueline e a salva, a história dos dois começa. Eles passam a trocar e-mails sobre aulas, a conversarem e ficarem mais íntimos gradativamente, mas o Lucas guarda um segredo no qual Jacqueline nem desconfia e que o está matando, e ele precisa resolver este problema logo.

O Breakable me cativou mais do que o Easy, pelo fato da vida do Lucas Landon ser mais sofrida, por ele ter enfrentado mais problemas e mesmo assim seguir em frente. Tammara Webber conseguiu construir um romance leve e com assuntos polêmicos, nos quais ela soube resolvê-los de modo coerente, isto fez com que eu gostasse mais ainda do livro.

Se você ainda não conhece o Easy – Livro I da série Contornos do Coração, venha conferir a resenha.

The Kiss of Deception

Livro I das Crônicas de Amor e Ódio

The Kiss Of DeceptionInformações: Autora Mary E. Pearson, publicado pela Editora Darkside Books em 8 de julho de 2014. Número de páginas: 406

Classificação: Young Adult

Descrição: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?
O primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o romance de Pearson é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de sua liberdade e felicidade a qualquer custo.

Opinião: A história gira em torno de Lia, princesa e primeira filha de Morrighan, de uma cultura em que as filhas possuem o dom, e este dom faz com que elas vejam o perigo e sirvam como arma em uma batalha. Porém, Lia não quer ser um soldado do reino de seu pai nem de outro reino qualquer, ela quer se conhecer, se descobrir e saber do que ela é capaz, por isso resolve fugir do casamento arranjado com o príncipe de Dalbreck.

Nessa luta incessante para fugir com sua amiga Pauline, apagar seus rastros para não ser encontrada e encontrar um lugar seguro para poder passar os dias, Lia está sendo perseguida pelo Assassino e pelo príncipe de Dalbreck. Estes três terão seus caminhos interligados e suas vidas irão mudar completamente.

The Kiss of Desecption

A escrita da Mary é totalmente envolvente e me prendeu de jeito, a história construída por ela é rica, cheia de detalhes e são baseadas em histórias antigas da menina Morrighan, nas quais ela relata com tanta vivacidade que até parecem ser reais. O livro é intercalado pelas histórias da Lia, do Assassino e do Príncipe, demorei um pouco para saber quem era o Assassino e quem era o Príncipe e isto acabou me instigando mais e fez com que eu lesse mais rápido o livro, mas ambos recebem seus nomes assim que entram em contato com a Lia, e a partir daí a história fica mais leve e de fácil entendimento.

A trama envolve a política do movimento pós guerra entre os reinos maiores, as culturas passadas de gerações em gerações, o dom que Lia acredita não ter, seu crescimento e maturidade adquiridos ao longo do romance misterioso são visíveis e nos fazem querer conhecê-la mais.

Em suma o livro me agradou muito, sua capa, diagramação e escrita são impecáveis, como sempre a Darkside caprichou! Esta foi a minha segunda trilogia fantástica e pelo jeito, este tipo de leitura anda me encantando e ganhando um pedacinho do meu coração. Este livro mescla romance com aventura e fantasia e isto deixou a história mais mágica do que ela já é. Eu não acreditava que este livro realmente me cativaria, pois a primeira instancia os resumos que li não me prenderam e não foram tão encantadores, mas ao iniciar a leitura e já me deparei com o mistério que mexeu comigo e a leitura fluiu…

The Kiss of Desecption

Mary E. Pearson realmente me ganhou, pela forma como ela envolveu política, fantasia, trama, mistério e o amadurecimento de seus personagens de uma forma tão leve e grandiosa.

Biblioteca de almas

Livro III da série O Orfanato da Srta. Peregrine

Biblioteca de AlmasInformações: Escrito por Ransom Rigs e publicado pela Editora Intrínseca em 22 de setembro de 2015. Número de páginas: 416.

Classificação: Young Adult

Descrição: “Biblioteca de Almas” é o último volume da celebrada trilogia iniciada com O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares. Neste terceiro livro, depois de sofrer com a morte do avô, conhecer crianças com habilidades peculiares em uma fenda temporal e partir pelo mar em uma busca desesperada para curar a srta. Peregrine, Jacob vai finalmente enfrentar a inevitável conclusão dessa turbulenta jornada.
Jacob descobre uma poderosa habilidade e não demora a explorá-la para resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes da fortaleza dos acólitos. Junto com ele vai Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas.
Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas labirínticas do chamado Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões. É ali que o destino de peculiares de toda parte será decidido de uma vez por todas. Tal como os volumes anteriores da série, “Biblioteca de Almas” une fantasia, aventura e sombrias fotografias de época para criar uma experiência de leitura única.

Opinião: Os três livros se completam e se encaixam de forma mágica, tanto que o terceiro já tem um início já demostrando que realmente estamos chegando ao fim da história fantástica criada por Ransom (não sei explicar).

Jacob está desde o livro antecessor descobrindo a si mesmo e explorando seus poderes, e com o objetivo de chegar até o cárcere de seus amigos, ele, Emma e Addison finalmente chegam ao Recanto do Demônio com a ajuda de Shanon. Lá se deparam com peculiares que ele não sabiam que existiam, sendo eles: peculiares viciados, ladrões, ruins, marginalizados, pobres, e que os ajudarão e abrirão seus olhos de diferentes formas para o mundo peculiar.

Biblioteca das Almas

Como sempre Ransom soube construir uma boa história, que me cativou e me fez engolir o livro rapidamente, cada andança de Jacob e Emma pelo Recanto me deixava ansiosa para que eles achassem seus amigos e desvendassem o plano dos acólitos para com o mundo dos peculiares. Pude acompanhar o amadurecimento de todos os personagens, principalmente do Jacob, que lá no início era apenas um menino com problemas familiares e preocupações cotidianas, mas que chegou no último livro com a maturidade de um homem e preocupações além das dele.

O desfecho desta história foi perfeito, não deixou nenhuma ponta solta, nada sem explicação e o escritor soube onde realmente deveria terminar a história. Eu realmente fiquei satisfeita com esta trilogia que tanto me assustou de incio, pois eu acreditava ser um livro de terror, mas me cativou e acabou sendo minha primeira trilogia fantástica.

Biblioteca das Almas

Fora que o fato da Intrínseca comprar os direitos e fazer esta publicação perfeita, me instigou mais a ler estes livros, pois tudo se tornou tão chamativo e meio gótico que não havia como me desvencilhar destas histórias.

Para quem gosta de livros fantásticos, esta é a minha dica, e se você ainda não conhece esta trilogia leia também: O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares – Livro I e Cidade dos Etéreos – Livro II.

Malala, a menina que queria ir para a escola

Malala, a menina que queria ir para a escolaInformações: Publicado pela Editora Companhia das Letrinhas em 27 de abril de 2015 e escrito por Adriana Carranca. Número de páginas:

Classificação: Infanto-juvenil

Descrição: No primeiro livro-reportagem destinado ao público infantil, a jornalista Adriana Carranca relata às crianças a história da adolescente paquistanesa Malala Yousafzai, baleada por membros do Talibã aos catorze anos por defender a educação feminina. Na obra, a repórter traz suas percepções sobre o vale do Swat, a história da região e a definição dos termos mais importantes para entender a vida desta menina tão corajosa.

Opinião: Em um local onde meninas e mulheres não podiam aprender, estudar e eram repreendidas, Malala nasceu, uma menina que sempre soube o que queria e foi atrás com unhas e garras de seus objetivos.

Primeiramente conhecemos a terra em que Malala nasceu, o vale do Swat, no Paquistão, uma terra onde reis, príncipes, princesas, nobres e até mesmo Alexandre o Grande viveram. Uma linda terra, com belas paisagens, montanhas, guerreiros, pashtuns, entre outros.

Malala a menina que queria ir para a escola

Como seu pai era diretor de escola, Malala cresceu em meio aos corredores e as salas de aula, sempre indo atrás do saber e sedenta por aprendizado. Com a guerra chegando ao seu vale, ela criou um blog e o atualizava diariamente, para contar ao mundo como sua vida passou a ser e quais as dificuldades ela teve que enfrentar.

O interessante do livro é que ele sempre nos traz o significado das palavras, o que faz com que as crianças entendam facilmente, há ilustrações riquíssimas e cheias de detalhes, combinando com algumas fotografias e a leitura é fluida.

É vergonhoso dizer isto, mas eu não conhecia a fundo a história da Malala, mas através deste livro fiquei conhecendo mais sobre a sua luta e sua vida. Malala foi descoberta e passou a aparecer nos canais de televisão e divulgar sua sede de aprendizado a todos, mas também expôs as dificuldades que há no Paquistão, e por causa disso aos 15 anos ela e suas três amigas ao voltarem para casa sofreram um atentado, no qual foram baleadas, tiveram que fazer cirurgia e sobreviveram.

Malala a menina que queria ir para a escola

Após este atentado a jornalista Adriana se interessou pela história e foi para o Paquistão conhecer tudo a fundo e conversar com as três garotas que queriam tanto aprender, o livro contém relatos pessoais e também retirados de entrevistas feitas com a Malala, e isto o torna rico e cheio de vivacidade.

Com este livro aprendemos sobre a força das palavras e a coragem que uma menina chamada Malala teve ao expor suas vontades e ambições, é um livro com uma história forte e com uma grande líder, que deve ser conhecida e ainda servirá de exemplo à todos.