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Anna e o beijo francês

Escritora: Stephanie Perkins ǀǀ Editora: Novo Conceito ǀǀ 288 Páginas ǀǀ Gênero: Young Adult ǀǀ Classificação: 3,5

Anna e o beijo francêsInformações: Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris. Porém, seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, sua fiel melhor amiga e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito, que além de muitas qualidades, tem uma namorada… Anna e Étienne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer?

Opinião: Fazia tempo que eu queria ler este livro, pois vi tanta gente lendo e falando bem dele, que pensei “Eu preciso ler este livro!”. Este foi o primeiro livro da Stephanie que li, tenho o “Isla e o final feliz”, mas não li ainda, porque me falta tempo…

A história é contada por Anna, uma adolescente que é mandada por seu pai para estudar na França, pois ele acredita que ela precisa ter um bom estudo, mas Anna acredita que seu pai quer puni-la, já que ele nunca dá atenção aos filhos (seus pais são separados). De cara percebemos que Anna tem problemas com o seu pai, ela não o aceita, não quer que ele opine em sua vida e ela deixa bem claro que não gosta dos romances que ele escreve, mas por outro lado, ela gosta e ajuda muito sua mãe, cuida de seu irmão pequeno e quer seguir a sua simples vida de adolescente assim, para terminar o colegial e fazer o curso que tanto deseja.

Para ajudá-la na adaptação, seus pais a levam à Paris, assistem palestras com ela, mas eles precisam ir embora e nessa despedida Anna se pega assustada e chorosa, pois nunca imaginou que iria para um país desconhecido e nem que ficaria lá sozinha! Mas por sua sorte, sua vizinha de quarto é uma fofa e muito simpática – a Meredith -, ela logo percebe que Anna é nova no colégio e vai até seu quarto para convidá-la para um chocolate quente, e é aí que a amizade das duas começa.

Anna e o beijo francês

A escrita do livro é bem leve e é uma história beeeem adolescentezinha, mas que realmente te faz querer ler o livro, eu chegava em casa depois do trabalho, do estresse e queria algo leve, algo tranquilo e esse era o livro! A escrita envolvente da Stephanie me fez querer saber mais sobre a Anna e o que iria acontecer com ela, se ela ia se enturmar, se ela iria bem nas aulas, pois ela não falava francês, e assim segui minha leitura…

Anna passou a fazer parte do circulo de amigos de Meredith, o que fez que com que ela conhecesse o St. Clair, o menino mais bonito e mais cobiçado do colégio – inclusive por sua nova amiga, Meredith. Só que Anna e St. Clair passaram a ser inseparáveis, faziam aulas juntos, tinham conversas paralelas na mesa do almoço e estavam vivendo em seu próprio mundo e se apaixonando, só que havia um problema, St. Clair tinha uma namorada, mas não era qualquer namorada, era uma namorada bela e perfeita a vista de todos – e da Anna também.

Logo Anna percebeu que não foi um erro ter ido a Paris, ela passou a conhecer lugares diferentes, teve seu primeiro porre, se apaixonou, conheceu pessoas maravilhosas, teve problemas com sua melhor amiga – que ficou na sua terra natal -, entre outros problemas de adolescentes, mas havia a dúvida, a dúvida de querer saber se St. Clair sentia o mesmo, se eles ficariam juntos, se tudo ficaria bem, e essas respostas vocês só saberão se lerem e sentirem a mesma leveza que eu tive ao ler este livro.

“É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar? Bridge costumava ser meu lar. Talvez St. Clair seja meu novo lar.”

A mulher na cabine 10

Escritora: Ruth Ware ǀǀ Editora: Rocco ǀǀ 315 Páginas ǀǀ Gênero: Suspense ǀǀ Classificação: 3

A mulher na cabine 10Informação: Uma jornalista de turismo tenta se recuperar de um trauma quando é convidada para cobrir a viagem inaugural de um luxuoso navio. Mas, o que parecia a oportunidade perfeita para se esquecer dos recentes acontecimentos acaba se tornando um pesadelo quando, numa noite durante o cruzeiro, ela vê um corpo sendo jogado ao mar da cabine vizinha à sua. E o pior: os registros do navio mostram que ninguém se hospedara ao seu lado e que a lista de passageiros está completa. Abalada emocionalmente e desacreditada por todos, Lo Blacklock precisa encarar a possibilidade de que talvez tenha cometido um terrível engano. Ou encontrar qualquer prova de que foi testemunha de um crime e de que há um assassino entre as cabines e salões luxuosos e os passageiros indiferentes do Aurora Boreal.

Opinião: Amo livros de suspense, principalmente quando são bem construídos. A história começa com a Lo começando seu dia e seguindo-o como todos os dias, só que a noite enquanto estava dormindo não imaginava que seria acordada por um assaltante. Graças a Deus ele não fez nada a ela, mas o trauma e o nervosismo da invasão seguem com ela noites a fio, tirando seu sono e a desmoronando de pouquinho em pouquinho, e mesmo assim ela precisa cobrir a inauguração do Aurora Boreal, o cruzeiro de luxo, feito apenas para pessoas ricas.

Há lacunas ao longo do livro que vamos descobrir algumas apenas no final, e isso me deixou duvidosa quanto a história, mas como todos suspense ele nos leva a criar hipóteses e até mesmo a duvidar de algumas pessoas presentes. E lendo a história, a Lo me pareceu uma alcoólatra, ela bebe muito, muito mesmo, por isso as pessoas passam a duvidar dela e do que ela está alegando ter visto de madrugada no navio, o chefe de segurança que a primeira instancia deu assistência e se fez de solicito no início do caso passa a perder a paciência, e é aí que as coisas passam a desmoronar, pois a Lo não tem ninguém a não ser o Ben – seu ex namorado – para confiar, e será que ele realmente é confiável?

A mulher da cabine 10

Este livro tem uma premissa muito grande e nos dá uma expectativa maior ainda, já que em sua capa está escrito que é um Bestseller do The New York Times, mas ele apesar de ser do meu gênero preferido, não me agradou muito, eu tinha muitas expectativas que não foram atingidas por ele, porém não tenho o que reclamar da capa, amei o efeito da água escorrendo. Espero que exista alguém que realmente tenha apreciado este livro e que me conte.

Meu pé de laranja lima

Escritora: José Mauro de Vaconcelos ǀǀ Editora: Melhoramentos ǀǀ 211 Páginas ǀǀ Gênero: Literatura brasileira ǀǀ Classificação: 5

Meu pé de laranja limaInformação: O protagonista Zezé tem 6 anos e mora num bairro modesto, na zona norte do Rio de Janeiro. O pai está desempregado, e a família passa por dificuldades. O menino vive aprontando, sem jamais se conformar com as limitações que o mundo lhe impõe – viaja com sua imaginação, brinca, explora, descobre, responde aos adultos, mete-se em confusões, causa pequenos desastres.
As surras que lhe aplicam seu pai e sua irmã mais velha são seu suplício, a ponto de fazê-lo querer desistir da vida. No entanto, o apego ao mundo que criou felizmente sempre fala mais alto. Só não há remédio para a dor, para a perda. E Zezé muito cedo descobrirá isso.

Opinião: Confesso que em tantos anos de vida eu nunca tinha lido “O meu pé de laranja lima” e também confesso que perdi muito em não ter lido ele antes. A história é brasileira e se passa no Rio de Janeiro, quem a conta é o Zezé, um menino de apenas 6 anos e que vive dificuldades devido a falta de trabalho do seu pai, pois apenas sua mãe está trabalhando para sustentar a família.

Assim como toda criança, Zezé é curioso e ativo, mas ele é danado e isso é mal visto por sua família e vizinhança que vivem constantemente sofrendo com as traquinagens dele. Tem hora que ele prega peça nas vizinhas, tem hora que quebra algo sem querer quando está brincando e assim vai a vida de Zezé, e por essas e outras ele acaba apanhando, e apanhando além da conta na minha opinião. Esse ato me fez pensar e refletir em como eram as criações antigamente, pois realmente acontecia igual é descrito no livro, não fez o certo, apanha! Hoje em dia as pessoas tem mais entendimento e procuram saber melhor das coisas e por isso enxergam a criação de um filho de uma forma diferente, essas surras excessivas já não acontecem mais graças a Deus, pois a cada surra que Zezé levava era uma reflexão feita por mim.

Meu pé de laranja lima

Não sei se o fato de eu ser pedagoga fez com que esse livro mexesse mais comigo, pois quando Zezé “aprontava” eu procurava uma saída para ele, tentava entender o porque dele ter feito tal coisa, porque ele tinha agido daquela forma, ele dizia que era o diabinho que estava nele quem fazia essas coisas, mas sabemos que não era, mas ele já estava acreditando no que as pessoas a sua volta falavam dele, mas uma luz no final do túnel apareceu, essa luz se chamava professora.

A professora de Zezé enxergava quão bom ele era, e ele por si só se esforçava para querer agradá-la e assim dava seu melhor, por isso andava até mais calmo em casa, aí pensei, esse menino só precisava de atenção! Uma atenção que ele não tinha em casa, pois seu pai estava sempre mal humorado e desgostoso por causa da falta de emprego, sua mãe estava cansada, sua irmã mais velha só batia nele, e o que sobrava? Sobrava fazer traquinagem, fazer faz-de-conta com seu irmão mais novo e conversar com seu pé de laranja lima.

Realmente esse livro deve ser lido por todos, pois ele nos faz refletir. Refletir sobre as crianças, sobre suas necessidades, nos faz criar empatia e querer abraçar o Zezé e cuidar dele, assim como o seu amigo português fez. Quando Zezé e seu amigo saiam para se divertir eu me divertia junto, eu sorria e me alegrava, mas quando o Zezé sofria eu sofria junto, o livro me arrancou choros e soluços, mas me fez pensar em tudo que eu tive e não tive na minha infância e me mostrou como a vida de algumas crianças pode ter sido cruel.

Eu poderia escrever mais sobre o livro, mas tiraria a graça de quem quer lê-lo, por isso não perca a oportunidade de conhecer essa linda história.

Talvez um dia

Escritora: Colleen Hoover ǀǀ Editora: Galera Record ǀǀ 368 Páginas ǀǀ Gênero: Young Adult ǀǀ Classificação: 3

Talvez um dia - Maybe SomedayInformações: Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento… Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.

Opinião: Esse foi o meu primeiro contato com a Colleen Hoover e com certeza foi o que me fez me apaixonar pela sua escrita. A história é contada pelos dois protagonistas, Sidney e Ridge, e a narrativa é simples e envolvente.

Todos os dias às 20h em ponto, Sidney vai para sacada ouvir seu vizinho misterioso e charmoso tocar, e por sua vez Ridge todas as noites vai tocar na sacada para observar as caras e bocas de sua vizinha. Com o passar do tempo é visível que Sidney cria melodias para as músicas de seu vizinho e isso acaba os aproximando de tal forma que acabam se apaixonando, mas está é uma paixão que não pode acontecer, pois Ridge namora a menina dos seus sonhos e Sidney acabou de sair de um relacionamento de uma forma inesperada, e então o que fazer?

Talvez um dia - Maybe Someday

O namoro do Ridge é um namoro pra vita toda, é um relacionamento estável, palpável e durável, mas ao mesmo tempo ele estava se apaixonando por outra pessoa, esta situação nos faz pensar e repensar, principalmente nas nossas crenças e princípios, como livro me fez pensar muito e até desacreditar do que estava acontecendo, pois a namorada do Ridge não merecia passar por tal situação, umas vez que ela tinha um namorado em quem confiava. Só que ao mesmo tempo eu torcia para que algo acontecesse, pois o amor que estava surgindo entre a Sidney e o Ridge era algo puro, eles se entendiam pelo olhar, ou apenas através de uma música que compunham juntos, era algo diferente do que ambos já tiveram na vida.

Os personagens foram construídos de forma excelente, são fortes e ricos em detalhes, amei a Maggie – namorada do Ridge – desde a primeira vez que ela apareceu, sua personalidade, seu jeito, tudo foi feito para que a amássemos, e amei! Por isso da mesma forma que amei este livro, também o odiei, por causa do fim que cada personagem teve, por causa da minha instabilidade em saber com quem cada um deveria ficar. E o fato de ter trilha sonora, não me ajudou em nada, essa trilha me deixava abalada, me arrancou choros e suspiros cada vez que foi ouvida. E conforme o livro ordenava, eu lia as músicas e a história ouvindo-as e isso me abalou bastante.

Talvez um dia - Maybe Someday

A história nos traz assuntos polêmicos, nos apresenta altos e baixos, nos mostra a superação de cada personagem, mas mesmo assim não nos ajuda a aceitar o que é apresentado, por isso não posso dizer nem que gostei e que não gostei da história, mas que eu o devorei em poucos dias, ah, isso eu fiz, pois este livro me prendeu de todas as formas possíveis.

Nossos dias infinitos

Escritora: Claire Fuller ǀǀ Editora: Morro Branco ǀǀ 329 Páginas ǀǀ Gênero: Young Adult ǀǀ Classificação: 2,5

Nossos dias infinitosInformações: Todos os pais mentem. Mas algumas mentiras são maiores do que as outras. ‘Datas só nos fazem perceber quão finitos nossos dias são, quão mais perto da morte ficamos a cada dia que passa. De agora em diante, Punzel, vamos viver seguindo o sol e as estações’. Ele me pegou no colo e me girou, rindo. ‘Nossos dias serão infinitos’. Com aquela última marca, o tempo parou para nós em 20 de agosto de 1976′. Peggy tinha oito anos quando seu pai a levou para viver em uma remota cabana no meio de uma floresta europeia. Lá ele lhe disse que sua mãe e todas as outras pessoas do mundo morreram. Agora eles precisam viver da terra e sobreviver ao rigoroso inverno. Mas até quando a pequena Peggy vai acreditar na história de seu pai? Até quando você pode ficar são, quando o mundo está perdido? O que acontece quando você para de crer em tudo?

Opinião: Somos conduzidos durante a história por Peggy, mais conhecida como Punzel – abreviação de Rapunzel. A narrativa acontece em dois momentos, em 1976 e 1985, ou seja, os fatos anteriores e os recentes de sua vida.

Já começamos o livro meio perdidos, pois nos deparamos com a Peggy sem o seu pai, diferente do que lemos na sinopse, mas com o decorrer dos capítulos entendemos a história e ela começa a fluir melhor. Ute, a mãe de Peggy é uma pianista alemã muito famosa que se casou com James, que passa a fazer parte de um grupo conhecido como Refugiados do Norte de Londres e que não trabalha, pois a todo momento fica pensando em como eles irão sobreviver ao fim do mundo, por isso ele cria um bunker debaixo de sua casa e passa a treinar a Peggy para a hora em que este dia finalmente chegar.

Ute não parece gostar muito dos planos do marido e de seus amigos – sempre há reuniões do grupo em sua casa -, por isso acaba indo fazer uma turnê na Alemanha, mas foi uma decisão tão inesperada que tanto o pai como a filha ficaram sem saber o que fazer, o pai não sabia ficar só em casa, por isso decretou que Punzel não iria a escola até sua mãe voltar, logo passaram a viver nos arredores da casa – no cemitério e no jardim -, caçando e vivendo do que a natureza fornecia. Até que após um discussão por telefone com Ute, James resolve fazer as malas e ir embora com a Peggy, ele diz a menina que irão sair de férias.

Nossos dias infinitos

Com o passar do tempo, depois de andar muito, passar fome, Peggy passa a sentir saudades de casa e pergunta constantemente de sua mãe, mas o James sempre a enrola e diz que eles já já vão chegar na die hütte (a cabana) que eles tanto desejam… Assim que chegam, Punzel quer voltar para casa, mas seu pai diz que não existe mais casa e ninguém mais no mundo a não ser eles e que ali é onde eles irão morar agora, pois eles não podem atravessar a Grande Divisa. A partir daí a vida deles como moradores da die hütte começa, eles precisam se manter vivos e sobreviver às estações mais pesadas, como o inverno.

O livro todo momento deixa clara a visão de Peggy, seus medos e até mesmo sua opinião sobre os surtos e devaneios de seu pai, que é instável emocionalmente. Para ser sincera foi uma leitura bem difícil, pois eu queria logo saber o porquê do pai achar que o mundo iria acabar e porquê ele levou Peggy deixando sua esposa sem nenhum bilhete, mas estas respostas não são dadas claramente, temos que subentender – o que não é muito difícil rs.

Nossos dias infinitos

Este não foi um livro que me agradou muito, na verdade não sei dizer qual é o meu sentimento por ele, pois o fechamento foi tão inusitado que me passou pela cabeça que não verdade ele é um livro de suspense e não de drama. Toda vez que tento pensar qual o meu sentimento com relação a ele, eu não consigo chegar a ponto nenhum… Mas é um livro com uma belíssima capa, com uma ótima diagramação e alguns erros ortográficos, e a escritora ainda teve a sensibilidade de nos fornecer algumas perguntas para um eventual Clube do Livro, achei fofo ♥

O casal que mora ao lado

Escritora: Shari Lapena ǀǀ Editora: Record ǀǀ 294 Páginas ǀǀ Gênero: Adulto ǀǀ Classificação: 3,5

O casal que mora ao ladoDescrição: Tudo começou em um jantar… Um thriller psicológico surpreendente da autora best-seller internacional Shari Lapena. É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa; afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando. Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta; Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.

Opinião: A estreia de Shari com o thriller “O casal que mora ao lado” já começa com o sequestro da filha de Anne e Marco Conti, que, ao aceitarem o convite de jantar de seus vizinhos, Cynthia e Graham deixam sua filha Cora em casa sozinha e vão de 30 em 30 minutos ver se ela está bem, só que estas idas e vindas não saem como eles esperavam, assim que Anne cansa do jantar e resolve voltar para casa, a porta está entreaberta e ela corre diretamente atrás de sua filha que não está mais no berço. Tamanho é o desespero de Anne que ela chega a quebrar o vidro do espelho e só depois que eles chamam a polícia, este acontecimentos faz com que o casal pareça culpado.

Nas páginas seguintes seguimos com a investigação do caso, onde os pais de Anne acabam se envolvendo, e como sempre excluem o Marco. Esta investigação acaba desvendando segredos, mentiras e intrigas de família, mostrando várias reviravoltas e muitas mudanças de comportamento dos personagens, só que isto não nos ajuda a escolher alguém ou a suspeitar de alguém.

O casal que mora ao lado

No início fiquei muito confusa, pois não sabia se haveria um desenrolar surpreendente, já que as coisas estavam acontecendo e aparecendo tão rapidamente, cheguei a me perguntar se o livro acabaria no meio, mas a cada página virada a história mudava e era contada através do olhar de outro personagem, uma vez de Anne, depois do seu marido. Teria sido melhor se fosse narrada apenas através do olhar do detetive Rasbach, mas ele foi totalmente apagado na história e era apresentado apenas pelo o olhar dos outros personagens.

Em suma a premissa da autora é boa, mas este não se tornou um dos meus thrillers favoritos, pois ela começou bem, descobrimos o culpado no meio, há a reviravolta e depois alguns clichês, isso fez com que a história enfraquecesse e perdesse o sentido em minha opinião. Não existiu aquele impacto, aquela ansiedade para ver o desenrolar da história…

Quase casados

Escritora: Jane Costello ǀǀ Editora: Record ǀǀ 416 Páginas ǀǀ Gênero: Chick Lit ǀǀ Classificação: 4

Quase casadosDescrição: Para Zoe Moore, o dia de seu casamento foi o mais marcante de sua vida. Ou melhor, o dia em que deveria ter se casado, mas em vez disso, foi largada no altar após sete anos de namoro. Arrasada e disposta a se recuperar, ela decide se mudar de Liverpool para os Estados Unidos e trabalhar como babá. Ao chegar em Boston, ela se depara com a esperta Ruby, prestes a completar 6 anos, o adorável Samuel, que acaba de fazer 3, e o pai deles, Ryan Miller. Seu novo chefe, além de fazer uma bagunça sem precedentes e de ter um mau humor imbatível, é incrivelmente bonito. Depois de um começo um tanto decepcionante, Zoe e Ryan começam a se entender, mas ela está prestes a descobrir que recomeços podem ser mais difíceis do que esperava.

Opinião: Quando peguei o livro achei que fosse estilo Marian Keys, e realmente era muito parecido, mas me fez gostar mais do que dos livros da Marian, pois não foi massante e a história me fez querer saber o que aconteceria na vida da Zoe rapidamente.

O livro já começa com a Zoe deprimida por ter sido largada no altar, ela mal quer ver as pessoas, não quer conversar e só come, por isso acaba engordando um pouco, então cansada de sua vida, de sua mãe super protetora e de sua cidade, ela resolve embarcar para os Estados Unidos trabalhar de babá, só que o problema é que a Zoe nunca havia viajado, muito menos saído de sua cidade.

Logo de cara a protagonista mostra que é engraçada e estabanada – fato que fez-me identificar muito com a Zoe, rs. Tudo dá errado na vida de Zoe, a caminho dos Estados Unidos a empresa que a contratou liga e diz que ela não vai mais para lá e sim para Boston, ficar com outra família e ela já chega em Boston toda atrapalhada, comete uma gafe com seu novo chefe, o Ryan Miller, e conhece seus filhos, Ruby e Samuel.

A primeira vista Ryan é lindo, porém é um conquistador barato, que sai com uma e com outra e ainda não tem tempo para ficar com seus filhos, fazendo com que a babá fique 24 horas e 7 dias por semana com seus filhos, e isso acaba tirando a Zoe do sério, mas não a impede de ter uma quedinha por seu chefe e de tentar arrumar a vida das crianças. E é nesta hora que a história clichê começa, mas com uma pitada de humor e muito desastre.

Quase casados

Conforme a história vai fluindo conhecemos mais sobre o Ryan Miller, descobrimos o motivo dele ser como é, e aprendemos a gostar dele – além de sua beleza – e a desejar que as coisas mudem para ele, que ele realmente encontre uma mulher boa e legal para a vida dele e das crianças.

Desde o início o final já fica claro, mas eu realmente gostei do livro e da Zoe, que ao meu ver é ingênua com relação a algumas coisas, não se por ter ficado 7 anos com o mesmo cara, ou por nunca ter saído de sua cidade, mas acho que tal ingenuidade que fez com o que o livro fosse bom, mas também o fato de Zoe estar sempre caindo, rolando as escadas, tropeçando – tão eu! – e falando algo errado na hora errada, esses episódios me faziam rir muito e tornavam a leitura mais envolvente.

Quase casados

No quesito chick lit este é um excelente livro, com uma escrita leve e cheio de humor!

A pequena livraria dos corações solitários

Livro I da série

A pequena livraria dos corações solitáriosInformações: Este é o primeiro livro da série “Livraria dos corações solitários” escrito por Annie Darling. Foi publicado pela Editora Verus em 29 de maio de 2017. Número de páginas: 304.

Classificação: Adulto

Descrição: Era uma vez uma pequena livraria em Londres, onde Posy Morland passou a vida perdida entre as páginas de seus romances favoritos. Assim, quando Lavinia, a excêntrica dona da Bookends, morre e deixa a loja para Posy, ela se vê obrigada a colocar os livros de lado e encarar o mundo real. Porque Posy não herdou apenas um negócio quase falido, mas também a atenção indesejada do neto de Lavinia, Sebastian, conhecido como o homem mais grosseiro de Londres. Posy tem um plano astucioso e seis meses para transformar a Bookends na livraria dos seus sonhos — isso se Sebastian deixá-la em paz para trabalhar. Enquanto Posy e os amigos lutam para salvar sua amada livraria, ela se envolve em uma batalha com Sebastian, com quem começou a ter fantasias um tanto ardentes. Resta saber se, como as heroínas de seus romances favoritos, Posy vai conseguir o seu “felizes para sempre”. O primeiro livro da série A Livraria dos Corações Solitários!

Opinião: A temática do livro já me encantou apenas porque a história acontecia em uma livraria ♥ Me diz qual é o leitor que não ama uma história narrada em uma livraria, cheia de citações de outros livros e ainda que contém indicações de leitura!!!

Logo de início conhecemos a história da livraria Bookends, que é passada de geração em geração – Lavínia herdou de sua mãe Agatha – e que ainda fez com que surgisse novos escritores para o mundo literário. Annie Darling traz Posy como protagonista e amante de livros, ela vive no apartamento em cima da Bookends desde que se conhece por gente, e mesmo com o falecimento de seus pais, Lavínia sede o apartamento para Posy viver com seu irmão Sam, por isso ela passa a trabalhar período integral na livraria como vendedora, até a morte de Lavínia. Com a perda de Lavínia e o reaparecimento de seu neto Sebastian, Posy passa a ter várias preocupações como: onde eles deverão morar, se a livraria será vendida, etc. Até que Sebastian a leva ao advogado e ela descobre que agora é a proprietária da Bookends, pois Lavínia a deixou como herança para Posy, porém há uma cláusula que diz que Posy tem dois anos para fazer com que a Bookends volte a ter sucesso, e caso ela não consiga a livraria será passada para Sebastian.

Enfim a história começa… Agora Posy terá que correr contra o tempo e com poucos recursos, pois a livraria está quase falida, e ela terá que reinventá-la para que ela novamente seja uma livraria de sucesso e que realmente gere lucros para ela poder ter uma boa vida e possa pagar seus inusitados funcionários.

A pequena livraria dos corações solitários

O livro é contado em terceira pessoa, é sempre bem humorado, alegre e contém uma ironia sutil, o que faz com que a história flua de forma leve e engraçada, além disso contém partes de um livro que a Posy passa a escrever no tempo da regência e que envolve Sebastian como protagonista.

Há vários pontos que me instigaram a ler cada vez mais o livro, mas o maior deles foi a escrita convidativa e aconchegante da escritora, cada vez que eu lia, me surpreendia, pois se passavam 20, 40, 60 páginas e eu nem percebia, tamanha leveza que há na escrita. Outra coisa que fez-me apaixonar pelo livro foi a história de vida de Posy, ela perdeu seus pais e passou a ser a tutora legal do seu irmão mais novo, Sam, e por causa disso criei um vinculo muito grande com ela e sempre me colocava no lugar dela, principalmente quando ela refletia que tinha que fazer compras de roupas ou sapatos para seu irmão – eu tenho um irmão adolescente e sei o quanto é difícil conseguir agradá-los e isso realmente fez-me enxergar e me por no lugar de Posy.

A pequena livraria dos corações solitários

As provocações realizadas por Sebastian voltadas a Posy, e o modo como ele se refere as pessoas, foi o auge do livro, pois é visível que ele é mimado e não sabe ouvir um não como resposta. Toda essa trama e essas faíscas que saiam deles quando estavam um perto do outro me arrancavam sorrisos, risadas e até mesmo suspiros.

“Que sorte a minha ter algo que torna tão difícil dizer adeus”, Sebastian declarou, e só alguém que o conhecesse tão bem quanto Posy poderia perceber a falha em sua voz…

Com certeza este é um livro para se ter na cabeceira da cama, para fugir do dia a dia estressante e da rotina caótica que temos aqui em São Paulo, cada palavra, cada frase me encantou e me apaixonou, e por isso estou ansiosa para os demais livros desta série que falará sobre cada um dos funcionários da Bookends.

O Projeto Rosie

O Projeto RosieInformações: Publicado pela primeira vez em 30 de janeiro de 2013 pela Editora Record, este livro foi escrito por Graeme Simsion e teve sua capa reformulada para acompanhar a continuação do livro (embora eu preferisse a primeira capa, rs). Número de páginas: 319.

Classificação: Young Adult

Descrição: Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética Don Tillman havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrada, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso (inclusive para a prática de exercícios físicos antes de dormir) e lidar com sua falta de habilidade social, só mesmo a mulher perfeita. E ele já sabe como encontra-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida. Mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado… e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro.

Opinião: Don Tillman está prestes a completar 40 anos e se vê pronto para um relacionamento, e como os números nunca erram, ele resolve  selecionar sua futura esposa através de um teste, pois se tem algo que Don é excelente e realmente domina é a arte da matemática, da lógica – seja com relação as ciências humanas ou exatas.

Por ser este ser tão peculiar, Don tem seu dia a dia todo controlado, desde a hora de acordar até a hora de dormir, e quanto tempo levará para fazer cada coisa da sua rotina, como: o tempo necessário para se lavar um banheiro, para fazer exercícios, quanto tempo leva de sua casa até o trabalho de bicicleta, mas toda essa rotina não tem hora para imprevistos, pois imprevistos não são aceitáveis ao ver de Don, já que todas as semanas são programadas e executadas da mesma forma.

Mesmo sendo um homem metódico e que não sabe se relacionar com as pessoas, Don possui um casal de amigos que o aceitam do modo que ele é, e ainda dão conselhos a ele sobre relacionamento, as vezes ainda resolvem agir como cupidos e arrumar uns encontros para ele – que nunca dão certo, mas nos fazem  rir muito.

O Projeto Rosie

Conhecer o Don me abriu os olhos, principalmente porque existem pessoas que realmente são semelhantes a ele e vivem no próprio mundo, tendo a mesma rotina diária e sendo metódicos, mas o livro me fez ansiar para que algo o tirasse dessa rotina – porque eu me considero metódica, mas o Don extrapolou o nível rs. A cada página virada eu ficava a espreita de alguém aparecer e tirá-lo desta vida, e eis que surgiu a Rosie, uma mulher totalmente sem regras, sem rotina, faz tudo o que vem na cabeça e têm um trabalho totalmente inaceitável ao ver de Don – ela trabalha em um bar a noite.

A relação que eles passam a construir é totalmente diferente de qualquer uma já vista, pois Rosie não muda a vida de Don, na verdade ambos mudam a vida um do outro, é uma troca mútua, um desafia o outro, um aparece sem avisar o outro, e mesmo Rosie não tendo as qualificações necessárias do teste de 17 páginas de Don, ele ainda assim se sente atraído por ela e passa a desenvolver sentimentos que anteriormente ele não havia conhecido ou despertado durante esses 40 anos de vida. Esse desenrolar me fez rir muitas vezes, pois o Don não é um cara igual a qualquer um, ele fala coisas como se fosse um computador, ele sempre está pensando de forma lógica e racional, ele nunca se deixa abalar e até mesmo não é de demonstrar seus sentimentos, já a Rosie, fala o que pensa, faz o que deseja, eles realmente são como a água e o vinho.

O Projeto Rosie

Este livro aborda o tema sobre as expectativas com relação a “pessoa perfeita” que criamos de forma leve e bem fluida, pois Don e Rosie têm cada um suas expectativas diferentes, porém acabam se envolvendo e mudando um ao outro, eles passam a aceitar e diminuir essas expectativas, pois não existe ninguém perfeito o que precisamos é aceitar as pessoas como elas são e deixar a vida fluir e os sentimentos aparecerem, se assim for.

Desde o início me apeguei ao livro, pois cada página virada era engraçada, porque Don com esses trejeitos e manias me fez rir bastante e me encantar com a escrita do Graeme, na hora que Rosie entra em cena me apaixonei mais ainda e a leitura me envolveu mais e deslanchou rapidamente.

– Você me acha atraente? (…)

– Na verdade não prestei atenção – respondi para a mulher mais linda do mundo.

Breakable

Livro II da série Contornos do Coração

BrekableInformações: Escrito por Tammara Webber e publicado pela Editora Versus em 6 de maio de 2014.

Classificação: Young Adult

Descrição: Landon Lucas Maxfield teve uma infância privilegiada, levando uma vida tranquila com os pais e tendo um futuro promissor à sua frente – até que uma tragédia impensável destruiu sua família e o fez duvidar de tudo que um dia pareceu tão certo.
Agora um intenso e enigmático homem, Lucas só quer deixar o passado para trás. Quando ele conheceu Jacqueline, foi fácil desejar ser tudo aquilo de que ela precisava. Mas se há uma coisa que a vida lhe ensinou é que a alma é frágil e que todos os seus sonhos podem ser destruídos em um piscar de olhos.

Opinião: O primeiro livro nos mostra a história da perspectiva de Jacqueline, já o segundo que é o que vou comentar hoje, nos mostra a história da perspectiva de Landon Lucas…

Para Lucas sua vida era perfeita, tinha uma ótima família, estava terminando o ensino médio e namorava a menina perfeita, só que uma tragédia acontece e ele vê sua vida virando de cabeça pra baixo. Logo ele precisa se mudar, ir para a faculdade e se virar.

A história é intercalada entre o passado e o presente, conseguimos acompanhar o crescimento e amadurecimento do personagem, observamos seus conflitos internos e nos sentimos realmente comovidos com sua história. Por vermos a história da vida de Lucas e pela sua perspectiva passamos a entender o que se passa na sua cabeça, o que algumas vezes não podíamos entender no livro antecessor.

Breakable

Metade do livro nos conta a fundo a história de vida do Lucas, mas assim que ele avista Jacqueline e a salva, a história dos dois começa. Eles passam a trocar e-mails sobre aulas, a conversarem e ficarem mais íntimos gradativamente, mas o Lucas guarda um segredo no qual Jacqueline nem desconfia e que o está matando, e ele precisa resolver este problema logo.

O Breakable me cativou mais do que o Easy, pelo fato da vida do Lucas Landon ser mais sofrida, por ele ter enfrentado mais problemas e mesmo assim seguir em frente. Tammara Webber conseguiu construir um romance leve e com assuntos polêmicos, nos quais ela soube resolvê-los de modo coerente, isto fez com que eu gostasse mais ainda do livro.

Se você ainda não conhece o Easy – Livro I da série Contornos do Coração, venha conferir a resenha.