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Meu pé de laranja lima

Escritora: José Mauro de Vaconcelos ǀǀ Editora: Melhoramentos ǀǀ 211 Páginas ǀǀ Gênero: Literatura brasileira ǀǀ Classificação: 5

Meu pé de laranja limaInformação: O protagonista Zezé tem 6 anos e mora num bairro modesto, na zona norte do Rio de Janeiro. O pai está desempregado, e a família passa por dificuldades. O menino vive aprontando, sem jamais se conformar com as limitações que o mundo lhe impõe – viaja com sua imaginação, brinca, explora, descobre, responde aos adultos, mete-se em confusões, causa pequenos desastres.
As surras que lhe aplicam seu pai e sua irmã mais velha são seu suplício, a ponto de fazê-lo querer desistir da vida. No entanto, o apego ao mundo que criou felizmente sempre fala mais alto. Só não há remédio para a dor, para a perda. E Zezé muito cedo descobrirá isso.

Opinião: Confesso que em tantos anos de vida eu nunca tinha lido “O meu pé de laranja lima” e também confesso que perdi muito em não ter lido ele antes. A história é brasileira e se passa no Rio de Janeiro, quem a conta é o Zezé, um menino de apenas 6 anos e que vive dificuldades devido a falta de trabalho do seu pai, pois apenas sua mãe está trabalhando para sustentar a família.

Assim como toda criança, Zezé é curioso e ativo, mas ele é danado e isso é mal visto por sua família e vizinhança que vivem constantemente sofrendo com as traquinagens dele. Tem hora que ele prega peça nas vizinhas, tem hora que quebra algo sem querer quando está brincando e assim vai a vida de Zezé, e por essas e outras ele acaba apanhando, e apanhando além da conta na minha opinião. Esse ato me fez pensar e refletir em como eram as criações antigamente, pois realmente acontecia igual é descrito no livro, não fez o certo, apanha! Hoje em dia as pessoas tem mais entendimento e procuram saber melhor das coisas e por isso enxergam a criação de um filho de uma forma diferente, essas surras excessivas já não acontecem mais graças a Deus, pois a cada surra que Zezé levava era uma reflexão feita por mim.

Meu pé de laranja lima

Não sei se o fato de eu ser pedagoga fez com que esse livro mexesse mais comigo, pois quando Zezé “aprontava” eu procurava uma saída para ele, tentava entender o porque dele ter feito tal coisa, porque ele tinha agido daquela forma, ele dizia que era o diabinho que estava nele quem fazia essas coisas, mas sabemos que não era, mas ele já estava acreditando no que as pessoas a sua volta falavam dele, mas uma luz no final do túnel apareceu, essa luz se chamava professora.

A professora de Zezé enxergava quão bom ele era, e ele por si só se esforçava para querer agradá-la e assim dava seu melhor, por isso andava até mais calmo em casa, aí pensei, esse menino só precisava de atenção! Uma atenção que ele não tinha em casa, pois seu pai estava sempre mal humorado e desgostoso por causa da falta de emprego, sua mãe estava cansada, sua irmã mais velha só batia nele, e o que sobrava? Sobrava fazer traquinagem, fazer faz-de-conta com seu irmão mais novo e conversar com seu pé de laranja lima.

Realmente esse livro deve ser lido por todos, pois ele nos faz refletir. Refletir sobre as crianças, sobre suas necessidades, nos faz criar empatia e querer abraçar o Zezé e cuidar dele, assim como o seu amigo português fez. Quando Zezé e seu amigo saiam para se divertir eu me divertia junto, eu sorria e me alegrava, mas quando o Zezé sofria eu sofria junto, o livro me arrancou choros e soluços, mas me fez pensar em tudo que eu tive e não tive na minha infância e me mostrou como a vida de algumas crianças pode ter sido cruel.

Eu poderia escrever mais sobre o livro, mas tiraria a graça de quem quer lê-lo, por isso não perca a oportunidade de conhecer essa linda história.